Sociedade Espírita
Allan Kardec para
Estudos e Pesquisas
em Charlotte, NC

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Material para Estudo sobre
como aplicar o passe espírita

OITAVO ENCONTRO - 26 de Maio de 2007

CASOS E COMENTARIOS SOBRE O ESTUDO.

 

OBRAS CONSULTADAS

  

  • O LIVRO DOS ESPÍRITOS - Allan Kardec
  • O LIVRO DOS MÉDIUNS - Allan Kardec
  • O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO - Allan Kardec
  • O CÉU E O INFERNO - Allan Kardec
  • A GÊNESE - Allan Kardec
  • OBRAS PÓSTUMAS - Allan Kardec
  • COLEÇÃO “REVISTA ESPÍRITA” - Allan Kardec.
  • OS 16 VOLUMES DA SÉRIE “ANDRÉ LUIZ”  - psicografada por Francisco Cândido  Xavier - FEB.
  • O PASSE, SEU ESTUDO, SUAS TÉCNICAS, SUA PRÁTICA- Jacob Melo - FEB.
  • ESTUDOS SOBRE MEDIUNIDADE - Martins Peralva - FEB.
  • ESPIRITISMO PARA INICIANTES - NOVA EDITORA.
  • O PASSE MAGNÉTICO -Salvador Gentile - IDE.
  • OBSESSÃO, O PASSE, A DOUTRINAÇÃO - Herculano Pires - Ed. PAIDÉIA.
  • APOSTILA DE PASSES PELA U. S. E.-SP (União das Sociedades Espíritas de São Paulo)
  • O REFORMADOR, MAIO 96 - FEB.

CAMINHO, VERDADE E VIDA - EMMANUEL / Francisco Cândido  Xavier - FEB.

SÉTIMO ENCONTRO - 19 de Maio de 2007

QUANDO  O  MÉDIUM NÃO DEVE  APLICAR  PASSES

a) Quando não se sentir confiante;

b) Quando estiver nutrindo sentimentos negativos e não conseguir superá-los;

c) Quando tiver vícios como o uso regular de alcoólicos, tóxicos, alimentar-se desregradamente ou usar práticas que promovam desgastes físicos exaustivos e desnecessários. Se fumar, diminuir o hábito no dia de trabalho de passes; combater gradativamente este vício até eliminá-lo de todo, para o aperfeiçoamento do serviço de passes;

d) Quando estiver com e estômago muito cheio ou após ter se alimentado de maneira “pesada”;

e) Quando submetido a tratamento que prescreva medicamentos controlados (especialmente aqueles que agem no sistema nervoso central);

f) Quando em idade avançada e com visível esgotamento fluídico ou portando deficiências orgânicas impeditivas;

g) Quando se é criança ou muito jovem ainda;

h) Quando se encontrar estafado física e ou mentalmente;

i) O passe não deve ser aplicado a qualquer momento, indiscriminadamente, e por qualquer motivo.

ALGUMAS  ORIENTAÇÕES

 

·        “Interromper as manifestações mediúnicas no horário de transmissões do passe curativo. Disciplina é alma da eficiência”.André Luiz 

·        Os médiuns passistas não deverão atender a pedidos de orientação ou consultas formuladas pelos enfermos, na hora prevista para aplicação do passe.  “Todo o trabalho para expressar-se em eficiência e segurança reclama disciplina”.Chico Xavier

·        Quando o paciente estiver impossibilitado de se locomover de sua residência, a direção da Instituição ou setor responsável por este trabalho, tomará providências para o seu atendimento, neste caso, o médium passista deve se fazer acompanhar por outros confrades preparados para essa tarefa.

SEXTO ENCONTRO -- 12 de Maio de 2007

PASSE — FORMAS DE APLICAÇÃO

            Antes de quaisquer considerações a respeito das formas de aplicação do passe, convém lembrar que o passista deve, em primeiro lugar, preparar-se convenientemente, através da elevação espiritual, deve encarar a transmissão do passe como um ato eminentemente fraternal, doando o que de melhor tenha em sentimentos e vibrações.

            A transmissão do passe se faz pela vontade que dirige os fluidos para atingir os fins desejados. Daí, concluir-se que antes de quaisquer posições, movimentos ou aparatos exteriores, a disposição mental dequem aplica e de quem recebe o passe, é mais importante. Deve-se, na transmissão do passe, evitar condicionamentos que já se tornaram usuais mas que unicamente desvirtuam a boa prática espírita. Destacamos, a seguir, aquilo que o conhecimento da mecânica dos fluidos já nos fez concluir :

  • Não há necessidade do toque, de forma alguma ou a qualquer pretexto, no paciente, para que a transmissão do fluido ocorra. A transmissão se dá de aura para aura. O encostar de mãos em quem recebe o passe causa reações contrárias à boa recepção dos fluidos e, mesmo, cria situações embaraçosas que convém prevenir.
  • A Imposição de mãos, como o fez Jesus, é o exemplo correto de transmitir o passe. (Esse Centro Coronário, recebe em primeiro lugar os estímulos do Espírito, comandando os demais, vibrando todavia com eles em justo regime de interdependência). ”O Centro Coronário supervisiona, ainda, os outros centros vitais que lhe obedecem ao impulso ...” (André  Luiz).
  • Os movimentos que gradativamente foram sendo incorporados à forma de aplicação do passe criaram verdadeiro folclore quanto a esta prática espírita, desfigurando a verdadeira técnica. Os passistas passaram a se preocupar mais com os movimentos que deveriam realizar do que com o dirigir seus pensamentos para movimentar os fluidos.
  • Não há posição convencionada para que o beneficiado deva postar-se para que haja a recepção dos fluidos (pernas descruzadas, mãos em concha voltadas para o alto, etc). O importante é a disposição mental para captar os fluidos que lhe são transmitidos e não a posição do corpo.
  • O médium passista transmite fluido, sem a necessidade de incorporação de um espírito para realizar a tarefa. Daí decorre que o passe deve ser silencioso, discreto, sem o balbuciar de preces, a repetição de  “chavões”  ou orientações à guisa de palavras sacramentais.
  • O passe deve ser realizado em câmara para isso destinada, evitando-se o inconveniente de aplicá-lo em público, porque, além de perder em grande parte seu potencial pela vã curiosidade dos presentes e pela falta de harmonização do ambiente, foge também à ética e à discrição cristãs. A câmara de passes fica constantemente saturada de elementos fluídico-espirituais, permitindo um melhor atendimento aos necessitados e eliminando fatores de dispersão de fluidos que geralmente ocorre no “passe em público”.
  • Deve-se evitar os condicionamentos desagradáveis, tais como : estalidos de dedos, palmas, esfregação de mãos, respiração ofegante, sopros, etc.
  • Antigamente, quando se acreditava que o passe era simplesmente transmissão magnética, criaram-se certas crendices que o estudo da transmissão fluídica desfez, tais como: necessidade de dar-se as mãos para que a “corrente” se estabelecesse; alternância dos sexos para que o passe ocorresse; obrigação do passista de livrar-se de objetos metálicos para não “quebrar a corrente”  etc.
  • Estamos mergulhados num “mar imenso de fluidos” e o médium, à medida que dá o passe, carrega-se automaticamente de fluidos salutares. Portanto, nada mais é que simples condicionamento a necessidade que certos médiuns passistas apresentam de receberem passes de outros médiuns ao final do trabalho, afirmando-se desvitalizados. Poderá haver cansaço físico, mas nunca desgaste fluídico, se o trabalho for bem orientado.
  • O passe deve ser dado em ambiente adequado, no Centro Espírita. Evitar o passe a domicílio para não favorecer o comodismo e o falso escrúpulo dos que não querem ser vistos numa casa espírita porque isso abalaria sua “posição social”. Somente em casos de doença grave ou impossibilidade total de comparecimento ao Centro é que o passe deverá ser dado, “por uma pequena equipe”, na residência do necessitado, enquanto perdurar o impedimento que o mantém sem condições de comparecer à Casa Espírita.
  • A transmissão do fluído deve ser feita de pessoa a pessoa, devendo-se evitar práticas esdrúxulas de dar-se passes em roupas, toalhas e objetos pertencentes ao paciente, bem como não há necessidade alguma de levar-se a sua fotografia para que seja atendido a distância.
  • Não existe um número padronizado de passes que o médium poderá dar, acima do qual ele estará prejudicando-se. A quantidade de passes transmitidos poderá levar o médium a um cansaço físico mas nunca à exaustão fluídica, se o trabalho for bem orientado, pois a reposição de fluidos se dá automaticamente à medida que o médium vai atendendo os que penetram a câmara de passes.
  • Convém lembrar que os fluidos espirituais transmitidos pelos desencarnados passistas circula primeiramente na cabeça dos médiuns (Centro Coronário e Frontal), conforme explica André Luiz no livro “Nos Domínios da Mediunidade”, desnecessário, portanto, que os médiuns ergam os braços para captarem fluidos. “O pensamento influi de maneira decisiva, na doação de princípios curadores”.
  • Aos que participam ou visitam a Casa Espírita, não há obrigatoriedade de tomar passes. Ora, a proposta é generosa pois deixa ao arbítrio de cada um recebê-lo, ou não.
  • Não há escala de valores para os passes, uns diferentes dos outros : o “COMUM” e o “ESPECIAL”. 

NO DIA DE SERVIÇO DE PASSES

“Embora seu trabalho assistencial seja executado em horário determinado, inicie desde cedo sua união com  o Plano Superior.” Cultive a meditação relâmpago, durante todo o dia, parando por alguns poucos segundos, onde você estiver, mentalizando Jesus, abençoando o pedestre, meditando no serviço que lhe foi prestado pelo agricultor cultivando os alimentos, vendo no seu subalterno, no seu colega ou no seu chefe o irmão em humanidade.

Modere sua alimentação, fazendo refeições suficientes e sadias. Não faça uso do álcool, o que não permitiria o trabalho. Procure fumar o mínimo, se não puder evitar o vício de todo, mas lembre-se que para a perfeição do serviço, o tabagismo deve ser abolido.

QUINTO ENCONTRO  -- 5 de Maio de 2007

DISPOSIÇÃO  DO  PASSISTA  E  DO  PACIENTE

Como já vimos, o passe é modalidade de socorro, é ação fluídica de amor. Para se aplicar o passe, faz-se necessário atender algumas recomendações básicas, a fim de que se obtenham os resultados almejados. Ao passista solicita-se a harmonia íntima, pensamento elevado mentalizando o Plano Superior, através da prece e vontade dirigida ao auxílio do necessitado. A fé consciente, o pensamento firme e continuado no propósito de servir, são condições fundamentais.

Cabe-nos a pergunta de qual o número de passes que se pode aplicar ?

Não existe número ou limite para a quantidade de passes que podemos aplicar. Convém lembrar assim que a quantidade de passes transmitidos poderá levar o médium a um cansaço físico mas nunca àexaustão fluídica, se o trabalho for bem orientado pois a reposição de fluídos se dá automaticamente, à medida que o médium vai atendendo aos necessitados.

Ao paciente, por outro lado, requisita-se receptividade, fé e confiança no auxílio do Mais Alto, e a mente em prece renovadora. Conforme nos conta André Luiz em seu livro “Nos Domínios da Mediunidade”, a eficácia do passe está diretamente ligada ao estado de confiança do paciente, sem a qual as irradiações magnéticas não penetram o veículo orgânico, trazendo o medicamento adequado ao alívio do paciente.

É importante lembrar que, para o bom andamento do trabalho, faz-se imprescindível a experiência, o horário, a segurança e responsabilidade do servidor. A Lei não pode menosprezar as linhas da lógica.

 

VESTIMENTA  DO  PASSISTA 

            O médium precisa vestir-se de branco para os trabalhos mediúnicos ou de passes ?

            “A roupa branca nenhuma influência vibratória exerce em relação aos Espíritos, que sintonizam as emanações da mente, as irradiações da conduta.”Herculano  Pires

            “O espírita não se prende a exterioridades.”André  Luiz

            “Todas as formulas são meras charlatanearia. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes só sãoatraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais.Allan  Kardec

 

A CÂMARA DE PASSES 

            É conveniente que o grupo de passistas seja escalado com antecedência e ao chegarem no Centro Espírita, já estejam preparados psiquicamente, emocionalmente e fisicamente para o desempenho das funções, e que adentre a câmara de passes pelo menos 15 minutos antes do atendimento de passes ao público.

            Que antes de iniciar o trabalho, o coordenador faça uma prece e leia em seguida “O Evangelho Segundo o Espiritismo” ou livro da série “Pão Nosso”, “Fonte Viva” de Emmanuel, e logo após todos devem ficar em oração mental.

            Para um bom andamento do trabalho de passe é necessário :

                        a) Horário

                        b) Confiança

                        c) Harmonia Interior

                         d) Respeito

            “No tocante à pontualidade, devemos lembrar que os assistentes do Plano Espiritual não estão disponíveis unicamente para nosso auxílio. Se insistirmos na indisciplina eles passarão adiante à procura de núcleos e companheiros que tenham em melhor apreço a noção de responsabilidade.”

            A sala de passes, conquanto invisível aos olhos carnais, abriga todo um laboratório de recursos fluídicos. Muitos dos preparados fluídicos são particularmente sensíveis às emanações mentais. A palavra desrespeitosa ou grosseira pode trazer prejuízos maiores do que se pode imaginar. Assim como determinados medicamentos para serem conservados exigem condições e temperaturas adequadas, também os preparos fluídicos deterioram sob ambientes moralmente poluídos.

            De outra sorte, toda emanação de fé, esperança, de amor e de serviço, toda prece sincera levada a efeito dentro da Câmara de passes é contribuição valiosa. Mesmo quando não esteja sendo ministrado passe, lembre-se que trabalhos assistenciais continuam a ser operados pelos planos superiores da espiritualidade. Portanto, devemos ver na Câmara de Passes um templo de trabalho santificante da medicina espiritual, onde damos e recebemos, cooperando com Deus na justificativa do mandato que recebemos.

QUARTO ENCONTRO  -- 28 de Abril de 2007

COMO SE PROCESSA O PASSE

            Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.

            O revigoramento orgânico, pelo processo da transmissão fluidoterápica de natureza espiritual ou magnética, consegue no metabolismo do obsediado, o mesmo resultado que o organismo físico logra, quando debilitado recebe a dosagem do plasma ou da simples transfusão de sangue. O passe estimula os glóbulos do sangue tanto os vermelhos como os brancos que passam a trabalhar pela vitalidade e elaboração da medula óssea de novos contingentes para a manutenção e substituição paulatina dos implementos celulares do organismo.

            Todos, com maior ou menor intensidade podem prestar o auxílio do passe. Demonstrada a disposição fiel de cooperar a serviço do próximo, a Espiritualidade Superior orienta indiretamente o voluntário. São muito raros, porém, os companheiros que demonstram o intuito de servir espontaneamente, muitos não obstante bondosos e sinceros, aguardam a mediunidade curadora como se ela fosse um acontecimento miraculoso em suas vidas e não um serviço do bem, que solicita do candidato um esforço laborioso no começo. Os companheiros que se propõem ao trabalho do passe levados pelos interesses de aquisições sagradas do bem, podem esperar incessante progresso de suas faculdades radiantes, não só pelo esforço próprio, senão também pelo concurso do Mais Alto, de que se faz merecedor. Uma vez conseguido essas características básicas, o candidato ao serviço precisa considerar a necessidade de sua elevação urgente, para que suas obras se elevem no mesmo ritmo. É necessário equilibrar-se no campo das emoções, da alimentação suficiente e equilibrada. O álcool e os tóxicos operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas, anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares.

 

TÉCNICA DO PASSE

            A transmissão do passe dispensa qualquer recurso espetacular. Os elaboradores e divulgadores de técnicas do passe não sabem o que fazem. A técnica do passe não pertence a nós, mas exclusivamente aos Espíritos Superiores, só eles conhecem a situação real do paciente , as possibilidades de ajudá-lo em face de seus compromissos nas provas, a natureza dos fluidos de que o paciente precisa e assim por diante. Os médiuns vivem a vida terrena e estão condicionados na encarnação que merecem e de que necessitam. Nada sabem da natureza dos fluidos, da maneira apropriada e eficaz de aplicá-los, dos efeitos diversos que eles podem causar. Na verdade, o “médium só tem uma percepção vaga, geralmente epidérmica dos fluidos”.

            É obrigação do trabalhador consciente preparar-se através do estudo para que seja cada vez mais útil e eficaz nos serviços a que se proponha realizar. É importante ponderar, contudo, que em qualquer setor de trabalho, a ausência de estudo significa estagnação. Este ou aquele cooperador que desista de aprender, incorporando novos conhecimentos, condena-se fatalmente às atividades de subnível.

 

COMO DEVE SER DADO O PASSE ?

Podemos resumir dizendo que

1) Basta a imposição das mãos sobre a cabeça do enfermo ou, é admissível, os PASSES LONGITUDINAIS a que se refere André Luiz em várias obras suas :

PASSES LONGITUDINAIS: “Conhecida esta técnica de valor e praticidade inquestionáveis, ponhamo-la em prática, posto que seu uso é tão reconhecido e aceito, mesmo no passe espírita, quanto a própria imposição de mãos”. 

Para melhor compreensão deste assunto, vamos agora explicar o PASSE MAGNÉTICO LONGITUDINAL : O assistido deverá ficar, de preferência, sentado comodamente à frente do magnetizador, que de pé, imporá as suas mãos espalmadas, distante cerca de 15 centímetros da cabeça do magnetizado, atuando sobre seu Chakra Coronário durante alguns segundos, depois descê-las lenta e subseqüentemente para o Centro Frontal, para o Centro Laríngeo, Centro Cardíaco, o Centro Esplênico, o Centro Gástrico ,e finalmente o Centro Genésico, ao final do percurso devemos afastá-las do magnetizado e fechá-las de modo que elas fiquem paralelas ao corpo do magnetizador (sem necessidade, contudo, de fazê-lo com força ou contração muscular, nem ficar a sacudi-las), tornar as mesmas ao ponto onde vai ser reiniciado o percurso e só aí reabri-las. Este movimento pode ser feito algumas vezes. Há necessidade de se fechar as mãos a fim de que psiquicamente, por reflexo fisiológico se interrompa a “perda ou fuga fluídica“. Insistimos seja notado que aqui estamos tratando de fluídos anímicos e não espirituais. “Os braços estendidos normalmente, sem nenhuma contração e com a necessária flexibilidade para executar os movimentos (Michaelus)” O Centro Coronário vibra em maior intensidade, o que lhe dá maior poder de captação fluídica, e quanto os demais lhe são, de todo, subseqüente. A corrente fluídica percorre o soma, naturalmente, de cima para baixo (a nível de Centros de Força). Portanto as “captações fluídicas “por ocasião do passe se verifica no sentido cabeça/pés.

 2) Os Espíritos Amigos sabem melhor do que nós qual é o órgão necessitado de energias reparadoras.

 3) Não é preciso nenhuma regra especializada.

 4) Não é necessário nenhum gesto especial (ou movimentos convencionados). “É de se ver que, fundamentalmente, os resultados do passe não dependem especificamente da forma como ele é aplicado e sim daquele que o está aplicando e da participação, muitas vezes, dos Espíritos. Apesar disso, não se pode deixar de apreciar o fato da doutrina atribuir à sua prática o caráter de simplicidade. A padronização do passe traz um perigo muito grande: o de mecanizar os passistas, desviando deles a importância da concentração e da sua própria participação na aplicação em si. Mas não é só. Na verdade, se o passista não possuir uma consciência clara do assunto, ele poderá se transformar num robô, num autômato, dando a entender para os que não possuem conhecimento espírita, que a doutrina está condicionada a determinados rituais, quando na verdade ela é contra toda e qualquer atitude que possa embotar a mente. Quanto aos resultados em si, ninguém, em sã consciência poderá afirmar que o passe padronizado não tem efeito nenhum ...” O Movimento Aliança, fundado por Edgar Armond, não deveria adotar o passe com gestos, pois centraria as orientações de seu próprio fundador no seu livro “Mediunidade” na pagina 168 do Capítulo sobre Passes, adotado nas Escolas de Médiuns do Movimento Aliança, quando ele diz nesta orientação, aqui de pleno acordo com Kardec:

“Disso decorre que toda  exterioridade, toda encenação de que se revestir a aplicação (do passe) deve ser banida como inútil. Uma simples imposição de mãos, muitas vezes, basta para se obter o efeito desejado, porque esse efeito não reside no gesto, na mecânica da aplicação, mas no desejo sincero que tem o operador de aliviar o sofrimento do doente”.

 

TIPOS DE PASSE

            A ação magnética pode produzir-se por diversas maneiras:       

  • Pelo Magnetismo Humano
  • Pelo Magnetismo Espiritual
  • Pela Ação Conjunta dos Dois

1º Pelo Magnetismo Humano 

            - Pelo próprio fluido do magnetizador, é o magnetismo propriamente dito, ou magnetismo humano cuja ação é subordinada à potência e sobretudo à qualidade do fluido.

               (“Todo magnetizador pode tornar-se médium curador, se souber fazer-se assistir por bons Espíritos. Neste caso os Espíritos lhe vem ajudar, derramando sobre ele seu próprio fluido, que pode decuplicar ou centuplicar a ação do fluido puramente humano.” Allan Kardec).  

  Pelo Magnetismo Espiritual

            - Pelo fluido dos Espíritos que atuam diretamente e sem intermediação sobre um encarnado, seja para curar ou acalmar um sofrimento, seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo, seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. É o magnetismo espiritual, cuja qualidade está em razão das qualidades do Espírito. 

  Pela Ação Conjunta do Humano e Espiritual 

            - Pelo fluido que os Espíritos derramam sobre o magnetizador e ao qual serve de condutor. É o magnetismo misto, semi-espiritual ou, se assim o quisermos, humano-espiritual. O fluido espiritual combinado com o fluido humano, dá a este último as qualidades que lhe faltam. O auxílio dos Espíritos, em tais circunstâncias, é por vezes espontâneo, porém com mais freqüência é provocado pelo apelo do magnetizador, que pela prece funciona como uma invocação à assistência dos bons espíritos. Como menciona André Luiz no livro Evolução em Dois Mundos, o passe pode ser compreendido como sendo a emanação de força mental pela alavanca da vontade: “Convém lembrarmos que, em qualquer dessas modalidades, o passe procede sempre de Deus. Essa certeza deve contribuir para que o médium seja uma criatura humilde, cultivando sempre a idéia de que é um simples intermediário do Supremo Poder, não lhe sendo lícito, portanto, atribuir a si mesmo qualquer mérito no trabalho. Qualquer expressão de vaidade, além de constituir insensatez, significa começo de queda”. 

            Mais informações consultar o “O Livro dos Médiuns” de Allan Kardec : capítulo Médiuns Curadores, item 175.



TERCEIRO ENCONTRO       21 de Abril 2007



PERISPÍRITO 

            O homem é formado por corpo físico, perispírito e espírito. 
            O desencarnado é formado por perispírito e espírito. 
            O nome perispírito foi proposto pela primeira vez por Kardec. É o envoltório do Espírito.

QUE É O PERISPÍRITO 

            Perispírito é o envoltório semimaterial do espírito. Também o denominam de corpo fluídico ou corpo espiritual.

ORIGEM E NATUREZA 

            O perispírito tem sua origem no fluido cósmico universal, retirado do mundo ou plano ao qual o espírito está relacionado. 
            Como o corpo de carne, é matéria, mas em estado diferente, mais sutil, quintessenciada; não é, pois, ‘‘um outro ser’’ mas apenas um instrumento do espírito, tal como o corpo físico.

FUNÇÕES 

            1)Liga o espírito à matéria (neste como em outros mundos) e a ele serve de instrumento para agir sobre o plano fluídico ou material. 
            2)Guarda os registros dos efeitos de toda ação e os envia ao Espírito, ao arquivo definitivo de todas as passagens da entidade pelo processo evolutivo. 
            3)Permite que os espíritos se identifiquem e reconheçam uns aos outros, no plano espiritual. 
            4)É o molde, a fôrma do ser corpóreo.

PERISPÍRITO E ENCARNAÇÃO 

            Para o espírito encarnar: um laço fluídico (que é uma expansão do perispírito) se liga ao óvulo fecundado e vai presidindo à multiplicação das células, uma a uma, dirigindo a formação do corpo. Quando este se completa, esta inteiramente ligado ao perispírito, “molécula a molécula “.

DURANTE A ENCARNAÇÃO: 

            O perispírito serve de intermediário entre o espírito e a matéria transmitindo ao espírito as impressões dos sentidos físicos e comunicando ao corpo as vontades do espírito.

AO DESENCARNAR: 

            Quando o corpo morre, o perispírito dele se desprende e continua a servir ao espírito, como seu corpo fluídico que é como seu intermediário para com o plano espiritual ou material. Preexistia ao corpo e a ele sobrevive. “Semeia-se corpo animal, ressurge corpo espiritual “, esclarece-o Apostolo Paulo, na sua I Epístola aos Coríntios (Cap. 15,Vs 44). Sobrevivendo ao corpo, o perispírito vem a provar a imortalidade do espírito. É ele (e não o espírito em si) que vemos nas aparições e visões; é ele que serve de instrumento para as manifestações do espírito aos nossos sentidos. 
            Geralmente, a aparência que o perispírito guarda é a da última encarnação. Mas ela pode ser modificada ( se o espírito quiser e souber como fazer isso ), porque a substância sutil do perispírito é maleável e plasmável.

SUA EVOLUÇÃO: 

            O perispírito acompanha o espírito sempre, em todas as etapas de sua evolução. Vai se tornando mais etéreo, à medida que o espírito se aperfeiçoa e eleva. Nos espíritos puros, já tornou tão etéreo que, para os nossos sentidos, é como se não existisse. 
            Conforme a evolução do espírito, seu perispírito apresentará diferente:
 
            PESO: que o fixa a um plano de vida espiritual em companhia dos que lhes são semelhantes; 
            DENSIDADE: que responde pela sua maleabilidade; a expansão do perispírito é tanto maior quanto mais rarefeito e mais sutil ele for; 
            ENERGIA: que se revela na luminosidade e irradiação, é maior quanto mais evoluído for o espírito. Daí a expressão “espírito de luz”, significando espírito que já apresenta considerável grau de evolução. Espíritos inferiores tem perispírito mais grosseiro e, por isso, ficam imantados ao mundo que habitam, sem poderem alçar a planos mais evoluídos. Alguns chegam a confundir seu perispírito (de tão grosseiro que é) com o corpo material e podem experimentar sensações comparáveis às do frio, calor, fome, etc. Os espíritos superiores, ao contrário, podem livremente ir a outros mundos, fazendo modificações em seu perispírito, para adaptá-lo ao tipo fluídico do mundo aonde vão. 
            
CORDÃO FLUÍDICO 
            
            “O cordão fluídico funciona, para servirmos de uma comparação, como um cordão umbilical para o feto. É um “laço” prendendo o corpo espiritual (perispírito) ao corpo físico, só que extremamente flexível e expansível, o qual serve para manter o espírito jungido ao corpo. Tanto que, o dito cordão serve para nos identificar no plano espiritual como encarnados quando para ali vamos em “desprendimento” (ex.: pelo sono ou desdobramento mediúnico)”. 
            Durante o sono esse laço se afrouxa e na morte ele é rompido.

SEGUNDO ENCONTRO      14 de Abril 2007

AURA 

         “Todos os seres vivos, dos mais rudimentares aos mais complexos se revestem de um halo “halo energético” que lhes corresponde à natureza. A aura é portanto, irradiação provinda da vitalidade dos tecidos vivos tanto vegetais quanto animais. Este fato pode ser comprovado cientificamente pelas fotos Kirlian, onde experiências realizadas, demonstram que a aura envolve corpos celulares de vegetais e animais, e que esta irradiação está diretamente ligada à atividade celular, forte e radiante em uma folha viva, por exemplo, e enfraquece e definha à medida que a atividade celular desta reduz”. 
         “No homem, contudo, semelhante projeção surge profundamente enriquecida e modificada pelos fatores do pensamento contínuo que, em se ajustando às emanações do campo celular, lhe modelam, em derredor da personalidade o conhecido corpo vital ou duplo etéreo de algumas escolas espiritualistas, duplicata mais ou menos radiante da criatura”.
         Com os seus pensamentos e sentimentos habituais, o espírito (encarnado ou não) influi sobre os fluidos do seu perispírito e lhe dá características próprias. Está sempre emanando esses fluidos, que o envolvem e acompanham em todos os movimentos. É a sua aura, a sua “atmosfera individual “. 
         “(...) Aí temos, essa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana, peculiar a cada indivíduo, interpenetrando-o, ao mesmo tempo que parece emergir dele, à maneira de campo ovóide, não obstante a feição irregular em que se configura, valendo por espelho sensível em que todos os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas idéias se evidenciam, plasmando telas vivas (...). 
         Fotosfera psíquica, entretecida em elementos dinâmicos, atende à cromática variada, segundo a onda mental que emitimos, retratando-nos todos os pensamentos em cores e imagens que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedoras ou deprimentes. 
         Isso porque exteriorizamos (...) o reflexo de nós mesmos, nos contatos do pensamento a pensamento, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais.”
André Luiz

Sintonia e Brecha 
   
         Pelo modo de sentir e pensar estabelecemos um ajuste de comprimento de onda vibratória entre nós e os que pensam e sentem iguais a nós; ou seja, entramos em sintonia com eles produzimos um certo tipo de fluidos e os espíritos que produzem fluidos semelhantes poderão, então “combinar” seus fluidos com os nossos. 
         Quando oferecemos sintonia e combinação de fluidos para o mal, estamos dando “brecha” aos espíritos inferiores.
         Vigilância e oração evitam ou corrigem a influência negativa de outros sobre nós ou de nós sobre outrem. 
         “A nossa aura, quando equilibrada, saudável, brilhante, se constitui num escudo que nos defende das irradiações inferiores, como, por exemplo, pensamentos de inveja, ciúme, vingança, ódio, etc. que estão contidos no espaço que nos circunda, em formas de ondas mentais, prontas a alimentarem poderosamente o nosso campo energético, se sintonizarmos com elas. 
         A nossa aura nos defende também da interferência de Espíritos inferiores, repelindo a sua nefasta influência a qual, entre outros prejuízos, podem nos provocar doenças no corpo espiritual e, depois, no corpo físico, ou se ligarem a nós em processos obsessivos de toda espécie.” Salvador Gentile

Obsessão 

         A obsessão só se instala quando o obsessor encontra no obsidiado fraquezas morais que possam ser exploradas, são os pontos fracos da personalidade. 
         No corpo humano, uma doença só aparece quando há uma fragilidade no organismo físico. Na área psíquica, o indivíduo, se estiver fraco moralmente, estará sujeito a obsessão. 
         Conhecendo as fraquezas do obsedado, o Espírito obsessor vai aos poucos obtendo domínio mental sobre ele. Se a obsessão se alastrar, e não for tratada em tempo hábil, haverá um aumento progressivo da afinidade fluídica entre o obsessor e obsedado. 

Desintoxicação Fluídica feita pelos nossos Protetores Espirituais 

         “Há pessoas que procuram o sofrimento, a perturbação, o desequilíbrio, e é razoável que sejam punidas pelas conseqüências de seus próprios atos. Quando encontramos enfermos dessa condição, salvamo-los dos fluídos deletérios em que se envolvem por deliberação própria, por dez vezes consecutivas, a título de benemerência espiritual. Todavia, se as dez oportunidades voam sem proveito para os interessados, temos instruções superiores para entregá-los a sua própria obra, a fim de que aprendam consigo mesmos. 
         Podemos aliviá-los, mas nunca libertá-los.”(do livro Missionários da Luz de André Luiz)  

CHAKRAS 

         CHAKRAS, SÃO ACUMULADORES E DISTRIBUIDORES DE ENERGIAS, LOCALIZADOS NO PERISPÍRITO. É POR ESTES CENTROS VITAIS QUE O NECESSITADO ABSORVE AS ENERGIAS PELO PASSE. 

           CHAKRA : palavra de origem sânscrita que significa RODA. 
         
         CENTROS DE ENERGIA “Conforme já conhecido, o nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força que se conjugam nas manifestações dos plexos (entrelaçamentos de muitas ramificações de nervos ou filetes musculares, vasculares, etc. ...), e que vibrando em sintonia uns aos outros ao influxo do poder diretriz da mente, estabelecem para nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como campo eletromagnético no qual vibra o pensamento. Nossa posição mental determina o peso específico de nosso envoltório espiritual. 
         Analisando a fisiologia do perispírito, classificamos os principais centros de força como segue: 

Centro Coronário 

         Considerado pela filosofia hindu como sendo o lotus de mil pétalas, dada a sua importância e alto potencial de radiações, pois nele assenta a ligação com a mente fulgurante, sede da consciência. Este centro recebe em primeiro lugar os estímulos do Espírito, comandando os demais centros, todavia em regime de independência. Opera em atividade síncrona e sintonizada com o centro cerebral. Administra o veículo de exteriorização, utilizando-se do centro cerebral donde recolhe estímulos, transmitindo por sua vez impulsos e avisos, ordens e sugestões mentais aos órgãos e tecidos, células e implementos do corpo pelo qual se expressa através de um conjunto de núcleos do diencéfalo, possui no tálamo um vasto sistema de governança do espírito. 
         Através deste verte o pensamento ou fluido mental, por secreção sutil, não do cérebro, mas da mente. 
         Dele emanam as energias de sustentação do sistema nervoso e manutenção orgânica. 
         No corpo físico correspondente ao plexo coronário. 

Centro Cerebral ou Frontal 

         Ligado ao Centro Coronário, que ordena a percepção de variadas espécies como a visão, a audição, o tato, e os processos de inteligência que estão ligados à Palavra, à Cultura, à Arte, ao Saber. Comanda também o núcleo endócrino referente aos poderes psíquicos. 
         No corpo físico corresponde ao plexo frontal.

Centro Laríngeo 

         Preside os fenômenos vocais, as atividades das glândulas do timo, tireóide e paratireóide. 
         No corpo físico corresponde ao plexo laríngeo.

Centro Cardíaco 

         Sustenta o serviço da emoção e equilíbrio geral. 
         No corpo físico corresponde ao plexo cardíaco.

Centro Esplênico 

         Regula a distribuição e a circulação de recursos vitais. 
         No corpo físico situa-se no baço, no plexo mesentérico.

Centro Gástrico 

         Responsabiliza-se pela penetração de alimentos e fluidos em nossa organização. 
         No corpo físico corresponde ao plexo solar. 

Centro Genésico 

         Localiza-se no santuário do sexo. Atua como modelador de formas e estímulos.    

Desarmonia dos Centros de Forças 

         De maneira direta nosso agir e nosso pensar desequilibrados fazem surgir desarmonias nos centros de forças. 
         A prece e os passes são veículos intercessórios, embora dos mais úteis, não são a base real do reequilíbrio e da rearmonização dos centros de força.
         Rearmonizar os centros de força, portanto, é reformar-se moralmente, agindo de maneira cristã em todos os momentos da vida. “Tal seja a viciação do pensamento, tal será a desarmonia no centro de força, que reage em nosso corpo a essa ou àquela classe de influxos mentais” (André Luiz) 

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PRIMEIRO ENCONTRO         7 de Abril 2007


O PASSE

INTRODUÇÃO 

         O passe espírita é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos
         Quem admite hoje o fenômeno magnético, por novidade, se esquece naturalmente de que, no Egito dos Ramsés, velho papiro trazido aos nossos dias já preceituava quanto ao magnetismo curativo: “Pousa tua mão sobre o doente e acalma a dor, afirmando que a dor desaparece.” 
         Séculos transcorreram, até que ele adquirisse extensa popularidade com as demonstrações de Mesmer e atravessasse, tímido o pórtico da experimentação científica com personalidades marcantes, quais James Braid e Durand Gross, Charcot e Leíbeault. 
         Nos tempos atuais tem cabido ao Espiritismo, na sua feição de Consolador Prometido, conservar e difundir largamente essa modalidade de socorro espiritual, embora as crônicas registrem semelhantes atividades no seio da própria Igreja, através de virtuosos sacerdotes. Os Centros Espíritas convertem-se, assim numa espécie de refúgio para aqueles que não encontram na terapêutica da Terra o almejado lenitivo para seus males físicos e mentais.

NOÇÕES SOBRE FLUIDOS

- EXTERIORIZAÇÃO - 

         Todos vivemos em um universo constituído de partículas, raios e ondas que não conseguimos perceber normalmente. 
         A própria matéria é constituída de pequenas porções chamadas átomos, que são tão pequenas partículas que não podem ser vistas. 
         Mas , mesmo assim, sabemos, que a matéria compacta que conhecemos e que compõe uma cadeira, uma mesa, um papel etc. , é formada pela união dessas partículas. Elas não são imóveis, pelo contrário, a velocidade intensa que as anima, faz com que pareçam estar em muitos lugares ao mesmo tempo, dando aos nossos sentidos a impressão de continuidade da matéria (lembrar as pás de um ventilador desligado, quando então se pode passar os dedos entre elas pelos espaços vazios , o que não se consegue quando o aparelho esta ligado). 
         Estamos imersos em um mundo de matéria sutilizada, refinada, invisível, porem, real, e que tem como fonte primeira, uma substância que é denominada FLUIDO CÓSMICO UNIVERSAL (FCU), que dá todas as formas materiais já conhecidas, e, provavelmente, muitas outras que ainda nos são desconhecidas, e também a energia nas variadas formas em que se manifesta. 
         Fluido Cósmico Universal “é matéria elementar primitiva, da qual as modificações e transformações constituem a inumerável variedade de corpos da natureza.” 
         “O ponto de partida do Fluido Universal é o grau de pureza absoluta, do qual nada pode dar uma idéia; o ponto oposto é a sua transformação em matéria tangível. Entre os dois extremos existem inúmeras transformações as quais se aproximam mais ou menos de uma ou de outra. Os fluídos mais próximos da materialidade e por conseguinte os menos puros, compõem aquilo que se pode chamar de atmosfera espiritual terrestre. É nesse meio, onde se encontram igualmente diferentes graus de pureza, que os espíritos encarnados e desencarnados da Terra extraem os elementos necessários à economia de sua existência.” 
         Os fluidos nada mais são que formas energéticas dessa substância primordial que o perispírito automaticamente absorve do meio ambiente, transforma de acordo com o padrão vibratório espiritual em que se encontra e irradia em redor de si formando uma verdadeira esteira psíquica ou hálito mental.
         Os fluidos estão sujeitos à impulsão da mente do Espírito, quer encarnado ou desencarnado; o pensamento e as emoções dão lhes uma determinada estrutura de maior ou menor densidade, conforme a pureza ou harmonia com que são emitidos. Quanto mais elevados são os pensamentos e as emoções, os fluidos são mais harmônicos, agradáveis, luminosos, saudáveis. Quanto mais inferiores mais desarmônicos, desagradáveis, doentios. 
         Constantemente estamos irradiando de nós o que realmente somos, e impregnando com esse fluído particular as coisas, o ambiente, os objetos, e influindo sobre as pessoas que aceitam e assimilam essa energia. 
         Educando o nosso pensamento, podemos irradiar uma quantidade maior de fluidos de qualidade superior, que metabolizamos com a nossa mente. Daí a importância de mantê-la sempre em estado de elevação.

RESUMO

FLUÍDOS: Corpo cujas moléculas se encontram, libertas, em estado de movimento aleatório.

FLUIDO CÓSMICO: Matéria elementar primitiva, a qual dá origem aos elementos da natureza. Encontram-se desde o estado grosseiro como matéria bruta até em estado de extrema pureza. Em estado etéreo não é uniforme; passa por inúmeras modificações que dão origem aos fluidos distintos. Os Espíritos os modificam para obter efeitos desejados. É com o pensamento e a vontade que o espírito age sobre os fluidos (esta ação pode ser consciente ou inconsciente). Ele dirige os fluidos, aglomera-os, dá-lhes forma, aparência, cor e pode até, mudar suas propriedades, como os químicos fazem com a nossa matéria.

É a grande oficina ou laboratório da vida espiritual.

Tudo que existe no Universo criado por Deus, não sendo espírito, é Fluido Cósmico Universal a matéria elementar primitiva.

Em estado rarefeito, difunde-se pelos espaços interplanetários e penetra os corpos; é como um oceano imenso em que tudo e todos no Universo estão mergulhados.

FLUIDOS ESPIRITUAIS: É a atmosfera dos Espíritos, formado de matérias quintessenciada derivada do fluido cósmico. Pode ser de boa ou de má qualidade, dependendo do ambiente onde se encontra. Tem natureza semelhante à do perispírito, razão pela qual facilmente o impregna.